sábado, 2 de abril de 2011

Sem Limites

Nota 7,0

Eu tomei uma pílula de NTZ para escrever este post, mas estava vencida.
Sem Limites explora o conceito já utilizado em outros filmes, de que o ser humano utiliza apenas 20% da capacidade de seu cérebro. O filme acerta em cheio na sua parte técnica misturando uma linguagem moderna para mostrar o que aconteceria a uma pessoa capaz de usar 100% da capacidade de seu cérebro.
Na trama Bradley Cooper interpreta um escritor chamado Eddie que começa a entrar num caminho onde quase todos escritores já caminharam, o início do fracasso.
Após Eddie tomar uma droga chamada NTZ sua vida muda completamente, em apenas algumas horas ele consegue começar e terminar de escrever o seu livro, aos poucos percebe que escrever é uma tarefa fácil demais e resolve tentar aprender outras coisas. Desta maneira ele aprende diversas línguas em apenas minutos, entre outras coisas e descobre ser um gênio da matemática e vira uma espécie de prodígio no mercado financeiro, capaz de fazer previsões únicas sobre o mercado e claro ganhar muito dinheiro com isso.
Toda a idéia do filme é fascinante. Não há como assistir e não se indagar como seria se eu tivesse todo este poder que o remédio poderia me proporcionar.
Um acerto do filme é a linguagem moderna que se utiliza, muito representativa e fácil de entender. Os diálogos intercalam entre conversas rápidas e de um nível lógico muito grande até uma espécie de doença mental que o NTZ causa. (spoiler)
O grande erro do filme é realmente o abuso dessa linguagem moderna. A troca de repentina de direção que o roteiro toma sem dar explicações ao espectador mostra que o diretor Neil Burger não conseguiu compactar a história num time comercial necessário e teve que realizar cortes não trabalhados.

Porém a presença de Robert De Niro faz com que ganhe alguns pontinhos comigo. Seguro, incisivo, frio e experiente faz com que sua participação seja especial.

Direção: Neil Burger
Roteiro: Leslie Dixon
Elenco: Bradley Cooper, Robert De Niro, Abbie Cornish, Anna Friel, Jennifer Butler, Johnny Whitworth, Robert John Burke


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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Lista completa dos ganhadores do Academy Awards - Oscar 2011

Enfim, chegamos ao fim. Está ai a lista dos ganhadores do Oscar Academy Awards 2011:


Em uma noite belíssima e muito bem apresentada por James Franco e Anne Hathaway, a falta de surpresas predominou.
Destaques para A Origem, que foi o maior ganhador de prêmios técnicos da noite, para O Discurso do Rei que faturou 4 das 12 indicações recebidas sendo elas as mais importantes como melhor diretor, melhor ator, e melhor filme. E destaque também para a própria premiação do Oscar que ficou no topo dos TTs do twitter durante todo o evento.

Melhor direção de Artes: Alice no País das Maravilhas
Melhor Fotografia: A Origem
Melhor Atriz Coadjuvante: Melissa Leo
Melhor Animação em curta-metragem: The Lost Thing
Melhor Longa de Animação: Toy Store 3
Melhor Roteiro Original: O Discurso do Rei
Melhor Roteiro Adaptado: Rede Social
Melhor Filme Estrangeiro: Em um Mundo Melhor
Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale
Melhor Trilha Sonora Original: Rede Social
Melhor Mixagem de Som: A Origem
Melhor Edição de Som: A Origem
Melhor Maquiagem: O Lobisomem
Melhor Figurino: Alice no país das maravilhas
Melhor Canção Original: We Belong Together, do filme Toy Story 3
Melhor Documentário em curta-metragem: Strangers No More
Melhor curta-metragem: God Of Love
Melhor Documentário: Trabalho Interno
Melhores Efeitos visuais: A Origem
Melhor Montagem: Rede Social
Melhor Diretor: Tom Hooper
Melhor Atriz: Natalie Portman
Melhor Ator: Colin Firth
Melhor Filme: O Discurso do Rei



Saiu no site da Academy Award - Oscar como vai ser a premiação de hoje (27 de fevereiro de 2011).


A ordem das apresentações é a seguinte:


Os apresentadores James Franco, que está indicado a melhor ator por sua atuação em 127 Horas, e Anne Hathaway vão abrir o evento com uma apresentação pré-gravada em que aparecem em cenas dos dez indicados ao prêmio de melhor filme. Depois, eles fazem a primeira "transição cênica", inspirada em ...E o Vento Levou.

Tom Hanks entrega os prêmios de melhor direção de arte e melhor fotografia.

Em seguida, vem melhor atriz coadjuvante, mas a lista não continha o nome do ator que vai entregar a estatueta.

Justin Timberlake (A Rede Social) e Mila Kunis (Cisne Negro) apresentarão melhor longa animado e melhor animação em curta-metragem.

A próxima transição cênica vai relembrar a primeira cerimônia do Academy Awards, que aconteceu em 16 de maio de 1929, no Hotel Roosevelt.

Javier Bardem (Biutiful) e Josh Brolin (Bravura Indômita) entregam os Oscars de melhor roteiro original e melhor roteiro adaptado.

Franco e Hathaway voltam e encenam uma performance cômica com uma troca de figurino.

Russell Brand e Helen Mirren apresentam melhor filme em língua estrangeira.

Entra Reese Witherspoon para entregar o prêmio para o melhor ator coadjuvante.

O presidente da Academia, Tony Sherak, sobe ao palco para um discurso.

Nicole Kidman (Reecontrando a Felicidade) e Hugh Jackman (apresentador do Oscar de 2009) participam da transição cênica voltada para a evolução do som, da era do cinema mudo até a tecnologia THX de hoje, com um medley de trilhas sonoras do passado, com a orquestra. Ambos apresentam, depois, melhor trilha sonora.

Marisa Tomei sobe ao palco para contar como foi a entrega dos prêmios técnicos e científicos.

Hathaway aparece de smoking, o que leva à próxima transição cênica, desta vez tendo O Senhor dos Anéis como tema e a participação de Cate Blanchett, que apresenta melhor maquiagem e melhor figurino.

Em seguida, um interlúdio que está sendo chamado "músicas de filmes de que eu me lembro", introduzido por Kevin Spacey (Casino Jack).

Começam as performances das músicas indicadas ao prêmio de melhor canção original. Primeiro será Randy Newman com "We Belong Together", de Toy Story 3. Na sequência, entram Mandy Moore, Zachary Levi e Alan Menken com "I See the Light", de Enrolados.

Jake Gyllenhaal e Amy Adams (O Vencedor) apresentarão melhor documentário em curta-metragem e melhor curta-metragem.

Hathaway e Franco voltam para mais um esquete cômico, já na terceira mudança de figurino.

Oprah Winfrey entrega o prêmio para o melhor documentário.

Hathaway introduz um apresentador ainda não identificado e começa mais uma transição cênica - sobre o primeiro Oscar televisionado em preto e branco. O apresentador fará um monólogo.

Robert Downey Jr. e Jude Law apresentam melhores efeitos visuais.

Hathaway volta em seu quarto figurino.

Jennifer Hudson introduz a terceira performance de melhor canção original, "If I Rise", de 127 Horas, que será cantada por Florence Welch (da banda Florence and the Machine) e A.R. Rahman, compositor da trilha do filme. Na sequência, entra a quarta música indicada, "Coming Home", de Country Strong, cantada por Gwyneth Paltrow. Aí o prêmio de melhor canção original é entregue ao vencedor por Hudson.

Celine Dion e a orquestra conduzida por William Ross fazem uma performance de "Smile" durante a exibição do segmento In Memoriam. Segue um tributo a Lena Horne introduzido por Halle Barry. Falecida em maio de 2010, Horne teve sua carreira em Hollywood sabotada nos anos 40 e 50, em pleno macarthismo, por ser negra e ter "tendências de esquerda".

O prêmio para melhor diretor será apresentado por Hilary Swank e Kathryn Bigelow, vencedora em 2010 por Guerra ao Terror.

Annette Bening (Minhas Mães e Meu Pai) sobe ao palco para contar como foi o Governors Award, entregue em 14 de novembro, e os contemplados com o Oscar honorário são apresentados no palco: Eli Wallach, Kevin Brownlow e Francis Ford Coppola. O quarto homenageado, Jean-Luc Godard, não foi ao Governors Award e não irá ao Oscar.

A última transição cênica mostra o Grauman's Chinese Theater, palco de diversas premiéres e onde os pés, as mãos e as assinaturas de diversas celebridades estão imortalizados em cimento, na Calçada da Fama.

Jeff Briges (Bravura Indômita), ganhador do Oscar de melhor ator no ano passado, apresenta o prêmio de melhor atriz.

Hathaway troca de figurino pela quinta vez.

Sandra Bullock, ganhadora do Oscar de melhor atriz no ano passado, apresenta o prêmio de melhor ator.


Steven Spielberg anuncia e entrega a estatueta para o melhor filme.

Entram Franco e Hathaway para as despedidas. O coral da New York School fecha o espetáculo com uma apresentação de "Over the Rainbow", de O Mágico de Oz.
Uma pequena aposta ao Oscar

Um filme frio e direto, com uma trama que não se apega muito aos detalhes. Em Inverno da Alma a diretora Debra Granik joga o espectador em uma história que já está em andamento, sem ao menos se preocupar em esclarecer os fatos anteriormente ocorridos. Os personagens aparecem aos montes, sempre figuras rudes e frias, com alguma ponta de emoção, mas a grande maioria deles não tem sequer uma justificativa para aparecer na trama. O que pode parecer um erro de roteiro para alguns, parece mais uma opção da própria diretora em não dar notoriedade a fatos secundários e ir direto ao ponto. O objetivo é apresentar a jornada de Ree, enfatizando sua personalidade, suas emoções e as dificuldades enfrentadas por ela, e isso a diretora consegue realizar perfeitamente bem.
Todo o filme se passa a partir da personagem Ree (Jennifer Lawrence). Sem a figura do pai, um fabricante de drogas que fugiu de casa, e sem poder contar também com sua mãe, uma mulher doente que sequer percebe o que se passa ao seu redor, Ree assume as responsabilidades da família e passa a cuidar sozinha de sua mãe e de seus dois irmãos. A dificuldade financeira é amenizada com a ajuda dos vizinhos da família, que oferecem o que podem, e de alguns outros personagens da trama, entre os quais Teardrop (John Hawkes), tio paterno de Ree, um sujeito que aparentemente não se importa com situação da família de seu irmão. A situação de Ree piora quando ela descobre que seu pai deixou a casa e o terreno da família como fiança para sair da prisão e agora a família corre o risco de perder o pouco que tem caso o pai de Ree não compareça ao tribunal. Para complicar, o paradeiro de Jessup, pai de Ree, é desconhecido. Para evitar o pior, Ree sabe que deve encontrar o pai, vivo ou morto, por isso sai em busca de informações, se envolvendo com tipos estranhos e sombrios, arriscando tudo para encontrar seu pai. Mesmo não gostando da ideia da sobrinha, é nesse momento que Teardrop acaba revelando outra face que se escondia sob sua carapuça de "homem da montanha". É Teardrop que ajuda Ree nos momentos mais difíceis de sua jornada, acompanhando-a até o fim.

Jennifer Lawrence está brilhante em Inverno da Alma, talvez por isso (ou simplesmente pelo roteiro) a câmera não se afaste dela por nada, o que só faz muito bem ao filme. Uma personagem fria, provavelmente pela necessidade de se mostrar forte, mas que tem um coração imenso e um carisma gigantesco. Ela emocina a cada cena e só não carrega sozinha o filme devido a também ótima atuação de John Hawkes, que consegue transmitir carisma e emoção, mesmo interpretando um personagem não muito agradável.
Apesar de não ter o brilho dos grandes sucessos de Hollywood, muito menos um investimento grandioso por trás de sua produção, Inverno da Alma consegue tocar o espectador. E ainda que fosse, tão somente, pela atuação de Jennifer Lawrence, já seria merecedor de uma indicação ao Oscar. Vale a pena conferir.

Direção: Debra Granik
Roteiro: Anne Rosellini, Debra Granik, Daniel Woodrell (romance)
Elenco:Jennifer Lawrence, John Hawkes, Kevin Breznahan, Garret Dillahunt, Lauren Sweetser


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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei

Nota 9,0

A onda do império nas telonas não parou em Elizabeth I, Vitória, Elizabeth II. Agora é a vez de um rei bilhar, mesmo que seja gago.
É impressionante como Tom Hooper teve a sensibilidade de tornar um rodapé de página, uma observação, um pequeno detalhe em algo genial.
O rei George VI é a bola da vez. Estive lendo a história da Inglaterra no final do século XIX início do século XX e todos os artigos, ou não falam, ou falam quase nada a respeito do problema enfrentado pelo rei neste filme. A dificuldade na fala, que poderia ser problema pequeno na vida de uma pessoa comum, torna-se um grande empecilho na vida do rei, não só pela má comunicação, mas também pela baixa estima que aquilo impunha-lhe e que, por consequência, poderia afetar o seu reinado já debilitado pela morte do pai, pela repentina renúncia do antecessor, o irmão mais velho, e pela iminência da entrada da Inglaterra na 2ª Guerra Mundial.
O Discurso do Rei aborda com muita elegância um assunto um tanto quanto cômico que é a gagueira e trás a figura do monarca para um âmbito mais humano.
Somos inseridos em 1925, onde o Príncipe Alberto (Colin Firth), o Duque de York, tenta discursar em pleno estádio de Wembley, ocasião em que acontecia a Exposição do Império Britânico. Os seus problemas de gaguez já são revelados, e percebemos que este é um problema de extrema relevância, uma vez que o rádio começava a surgir como uma tecnologia cada vez mais útil para efeitos de comunicação, principalmente para os políticos. A sua condição como monarca não lhe permite uma lacuna que comprometa a comunicação com o povo então o Príncipe vai à procura de tratamento médico. É quando encontra o médico fonoaudiólogo Lionel Logue (Geoffrey Rush) e partir daí, explorando os diálogos bem sucedidos, a evolução médica do problema do Duque, o crescimento de sua alto-estima e a amizade que começa acontecer entre o médico e o paciente, que o filme acontece.
Quando um filme não se utiliza de recursos técnicos e parte para o caminho do dialogo para o roteiro ser expresso, é que vemos a qualidade dos atores. Colin Firth vai além do que meramente interpretar o rei, como incorpora com perfeição seus cacoetes, sua garra escondida pela sua deficiência. Isso significa que uma gagueira bem representada pode valer até Oscar. Sem falar que Geoffrey Rush mostrou muita autoconfiança (até mesmo por ser uma exigência do papel que é oposto à personalidade do rei) e competência. E na outra ponta, Helena Bonham Carter que depois de fazer Alice no País das Maravilhas volta aos papéis “normais” e faz seu papel com sutileza, mostrando-se uma ótima atriz para fazer filmes biográficos diferente dos últimos trabalhos fantasiosos.
Em uma frase: Melhor filme do ano.
Atenção para o pessoal que estava perguntando no twitter e por e-mail este filme, O discurso do Rei, é minha aposta para o prêmio de melhor filme em 2011 e Colin Firth também é minha preferencia para melhor ator. Com 12 indicações (recorde deste ano) O Discurso do Rei é um grande favorito a maioria dos prêmios, até porque a academia gosta muito dos filmes que relatam a monarquia britânica. Ótimo filme, não deixem de ver.

Diretor: Tom Hooper
Roteiro: David Seidler
Elenco: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Derek Jacobi, Michael Gambon, Guy Pearce, Claire Bloom, Tim Downie, Timothy Spall, Robert Portal, Richard Dixon, Paul Trussell, Adrian Scarborough, Andrew Havill, Charles Armstrong, Roger Hammond

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O Vencedor

Nota 7,0

Um filme de boxe um pouco diferente.
Normalmente os filmes de boxe despertam dois sentimento distintos nos espectadores, algumas pessoas gostam muito, outras simplesmente odeiam.
Um grande clássico do gênero é a marcante franquia do Rocky, onde Sylvester Stallone populariza nas telas de Hollywood o assunto da luta dentro e fora dos ringues.
Explorando a genialidade dos lutadores dentro dos ringue e a falta de “cabeça” do lado de fora, O Vencedor vem para continuar o legado dos filmes de boxe baseado em fatos reais.
O Vencedor fala de boxe, de determinação, dos bastidores do esporte e da indústria que movimenta muito dinheiro a cada ano, mas não trata apenas disto. Baseado em uma história real este filme trata de família, dos alicerces que nos fazem sermos quem somos, de glória, fundo do poço, drogas, formas de inspiração, e redenção. A história não guarda muitas surpresas ou inovações. Na verdade, é bastante previsível. Mas o elenco escalado para esta produção, seguram o interesse até o final.
O filme começa na cidade de Lowell, Massachusetts, em 1993. Dickie Eklund (Christian Bale) pergunta para as pessoas que estão lhe filmando se elas vão esperar pelo irmão dele, Micky Ward (Mark Wahlberg). Dickie está agitado, mas começa a contar a sua história. Comenta que começou com o boxe quando tinha 12 anos, e que mentiu sobre sua idade na época. Micky se aproxima. O irmão afirma que tudo que Micky aprendeu foi com ele, ainda que eles tenham estilos muito diferentes de lutar. Aparecem cenas da infância dos garotos e, quando Dickie cita Sugar Ray Leonard, são inseridas imagens da luta dele contra a lenda do boxe, em 1978. Ele começa a elogiar o irmão mas parece um pouco alterado ou estranho demais. Ele comenta que leva o título de “orgulho de Lowell”. A história segue, mostrando a relação entre os irmãos, seus familiares e a busca de Micky para sair da sombra de Dickie.
Os olhos esbugalhados e a magreza impressionante de Christian Bale logo na primeira aparição do ator já dão mostras de como ele se preparou para o papel que por sinal fez muito bem. Pode ser que agora receba o reconhecimento da academia do Oscar já tão merecido anteriormente.
A tradução tira um pouco o valor do filme. O Vencedor não representa a luta constante que acontece no filme, tanto na vida profissional como na pessoal de Micky Ward (Mark Wahlberg). The Fighter (O lutador) seria mais apropriado.
Agora vem a parte ruim. David O. Russell não é um bom diretor, a história é muito batida não tem nada de novo mas mesmo assim o filme prende os espectadores, o que é grande mérito dos atores. O Vencedor recebeu algumas indicações ao Oscar que surpreenderam como a de melhor filme, talvez pelo fato da academia ter aberto 10 indicados em 2011. Porém, mesmo com várias indicações, é provável que só fature a de melhor ator coadjuvante para Christian Bale. O que já está de bom tamanho.

Direção: David O. Russell
Roteiro: Scott Silver,Eric Johnson,Paul Tamasy
Elenco: Christian Bale (Dicky Eklund), Mark Wahlberg (Micky Ward), Melissa Leo (Alice Ward), Amy Adams (Charlene Fleming), Jack McGee (George Ward)

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Cisne Negro

Nota 8,5

Às vezes temos que aplaudir a ousadia de alguns diretores, principalmente quando eles conseguem unir um drama psicológico dos melhores com intrigas, competição e obsessão.
A principal bailarina da companhia, Beth Maclntyre (Winona Ryder), tinha o papel de rainha dos cisnes não estará presente na nova temporada do Lago dos cisnes, e a companhia precisa de uma nova estrela. Para ser rainha dos cisnes é necessário subir ao palco como cisne branco, com doçura e inocência, e também como cisne negro, com ousadia e sensualidade. Nina (Natalie Portman) é perfeita e imbatível como cisne branco, sempre muito disciplinada nas aulas, mas não consegue ser sensual o bastante para ser o cisne negro. A melhor como cisne negro é Lilly (Mila Kunis), e as duas tornam-se as favoritas a se tornar rainha dos cisnes.
A escolha de quem será a nova rainha dos cisnes cabe ao diretor artístico da companhia, Tomas Leroy (Vicente Cassel). Ele acaba escolhendo Nina, acreditando que ela será capaz de aprender a interpretar o cisne negro. Daí pra frente Nina passa a ter um grande problema: Se dedicar ao máximo nas aulas e em todos os momentos de sua vida para se tornar sensual e ousada como requer o papel de cisne negro.
É interessante ver um drama que retrata um assunto tão difícil de ser retratado no cinema que é a obsessão, a psicose, a loucura. O papel de Nina passa por uma transformação do bem para o mal contando com alguns lapsos de loucura, que deixam o telespectador no mínimo perturbado. O constante intercalar entre real e imaginário faz o filme ter uma dinâmica às vezes assustadora.
Para ser ousada nos palcos Nina tem que transformar-se ousada na vida e começa aderir uma personalidade extremamente má e muito, mas muito sensual. Muitos críticos ressaltam o “exagero na sensualidade” um pecado cometido por Darren Aronofsky, porém neste filme tudo é válido. Quando se trata de loucura, obsessão e dupla personalidade pode-se abusar dos pontos mais extremos do bem e do mal, se não fosse assim não seria loucura de verdade.
Só acho que o filme era ao colocar alegoricamente cenas de suspense barato, pequenos sustos que normalmente são usados em filmes de terror trash. Com certeza não era necessário.
Mas todos os problemas que o filme possa ter são ofuscados pela fotografia, cenas de balé absolutamente bem trabalhadas que prendem o público com um grau artístico de dramatização e perfeição assustadores. E o principal: NATALIE PORTMAN. Se o Oscar deste ano não estiver em suas mãos no dia 27 será muito estranho. Natalie vem estudando o personagem a 10, resultado: uma personagem que vai entrar para história. Natalie teve a interpretação da sua vida, indo de doce e inocente a obcecada e sexy em menos de duas horas de filme. Juntou interpretação dramática, passos de balé, atuação psicótica e foi perfeita. (Ela realmente foi perfeita, ao assistir o filme você vai entender). Com isso Natalie deve dar o terceiro Oscar para cisne negro, das prováveis dez indicações.

Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Mark Heyman, Andres Heinz, John J. McLaughlin
Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Winona Ryder, Benjamin Millepied, Ksenia Solo, Kristina Anapau

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Puta que pariu" Cadê o Nolan?


Venho neste post expressar minha revolta e tentar buscar algumas explicações do porque Christopher Nolan, o maior diretor da atualidade, não foi indicado ao Oscar 2011.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou a lista de indicados para o Oscar 2011. A celebração máxima da indústria Norte-Americana, que já teve dias mais felizes, mais festejados e mais glamorosos. Em sua 83ª edição do prêmio anúncia seus indicados com a imagem um pouco desgastada.
Um dos motivos deste desgaste da premiação é o avanço engessado do cinema Norte-Americano. Nestes últimos 20 anos pouca novidade aconteceu no cinema mundial e isto se reflete claramente na quantidade de remakes feitos nesta última década. Talvez por este e diversos outros motivos o Oscar 2011 tem vários prêmios já dados como certos e algumas poucas surpresas. Porém existe um fato que surpreendeu a todos – CADE O NOLAN!
Christopher Nolan era na opinião do público e de muitos críticos, uma das únicas certezas unanime para indicação ao Oscar de melhor diretor 2011, tornando-se o grande favorito do ano. Mas a academia decepcionou-nos novamente. Em minha opinião não é justo não indicar Nolan só porque seu filme foi um dos mais assistido e se tornou o grande blockbuster de 2010. Inclusive A Origem, que era dado como grande favorito do ano a abarcar o premio de melhor filme, foi indicado quase como uma surpresa e por pouco não ficou fora. Como pode?

Nolan é um dos poucos diretores de Hollywood que traz formas diferentes de encarar a sétima arte e já vinha sendo injustiçado em outros anos, principalmente pelo ostracismo que colocou The Dark Night fora das principais premiações do cinema mundial.

Vamos nos ater a alguns possíveis fatos do porque isto acontece:

1º Pessoas como Fernanda Montenegro e Fernando Meirelles fazem parte da Academia.
2º A Média de idade dos integrantes da academia é 51 anos.
3º Poucos filmes que recebem aprovação do público jovem são bem aceitos pela academia.

O que quero dizer com isto? Nada, só procurem tirar suas próprias conclusões. Não está na hora de mudar?
Enfim, Nolan não ser indicado ao Oscar, pior para o Oscar. Só espero que o Christopher Nolan não se torne um diretor medíocre pra ser indicado ao Oscar no futuro.


Se você concorda ou descorda da minha opinião quanto a participação de Nolan na lista dos indicados ao Oscar 2011 vote na enquete ao lado:
 
Christopher Nolan deveria ser indicado ao prêmio de melhor diretor 2011?
Sim? Não? VOTE!!!!!!!!

 


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Turista

Nota 6,0

Olá galera! Lá vem à primeira crítica do ano, espero que seja a primeira de muitas, ou pelo menos mais que no ano passado. “Vamo lá”


Hollywood lança O Turista como o primeiro Blockbuster do ano e busca no talento e popularidade dos dois atores mais bem pagos do cinema mundial para conseguir isto. O que não acontece.
Eu não sabia, mas O Turista é remake de Anthony Zimmer - A Caçada (2005). O filme coloca Angelina Jolie para viver uma inglesa (que por sinal esta muito linda, como sempre) que está sendo vigiada pela Interpol porque seu amado é um fugitivo da justiça. Ela usa um turista dos EUA como isca, no caminho até Veneza, para poder se reencontrar secretamente com o ladrão. Obviamente, nada sai como planejado.
O longa aposta nas tomadas centrais em Angelina e Depp como um espetáculo a parte e busca aproveitar ao máximo a desenvoltura dos dois como grandes atores que realmente são. Portanto se você é fã de um dos dois vai gostar desses close-up que são explorados pelo diretor Florian Donnersmarck.
Por ter Angelina Jolie e Johnny Depp como estrelas o filme torna-se muito charmoso, fato que se deve também por ser filmado em Veneza, mas os personagens são muito superficiais, falta um certo apelo dramático em ambos. O personagem Frank (Depp) um professor caipira muito bem caracterizado que entra totalmente de gaiato na história, não se desenrola muito bem, (provavelmente por imposição do diretor) o personagem torna-se totalmente fora de controle ao não conseguir manter-se como oposto do genero totalmente seguro e calculista de Elise (Jolie), mostrando uma exentricidade desnecessária em alguns momentos.
À exceção do carinho que o filme dá às suas duas estrelas, O Turista é um filme correto, com medida aceitável entre suspense, romance e aventura. Um entretenimento redondinho que não ofende a ninguém (a não ser Ricky Gervais), mas não é forte o suficiente para marcar um espectador.

Direção: Florian Henckel von Donnersmarck
Roteiro: Florian Henckel von Donnersmarck, Christopher McQuarrie, Julian Fellowes
Elenco: Angelina Jolie, Johnny Depp, Paul Bettany, Rufus Sewell, Steven Berkoff, Timothy Dalton

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Preview 2011

Neste post estão todos os filmes que irão rolar nas telonas neste ano de 2011 até junho.

2011 é o ano do fim de Harry Potter e de mais uma viagem ao passado na franquia X-Men. É o ano em que a Marvel faz as suas apostas mais arriscadas, com Thor e Capitão América, enquanto a Warner tenta criar com Lanterna Verde mais uma franquia DC para não ter que depender sempre só de Batman e Superman.

Mais importante, 2011 é o ano em que você pode ajudar Nicolas Cage a vencer suas dívidas, assistindo a todos os seis filmes do ator que entrarão em cartaz e 2011 é o ano de mais um Piratas no Caribe, minha grande expectativa!

As datas previstas para o lançamento estão abaixo da sinopse


Os mais esperados


BESOURO VERDE (The Green Hornet)

Britt Reid (Seth Rogen) é o milionário que combate o crime usando a máscara verde do Besouro, ao lado de seu chofer, Kato (Jay Chou). Cameron Diaz, Christoph Waltz, Edward James Olmos, Tom Wilkinson e David Harbour também estão no elenco do filme dirigido por Michel Gondry.

14/janeiro EUA
18/fevereiro BR

RANGO

Na animação, um camaleão deslocado com crise de identidade não consegue se mesclar ao ambiente do Velho Oeste. Johnny Depp faz a voz principal, acompanhado de Isla Fisher, Abigail Breslin, Alfred Molina, Ray Winstone, Bill Nighy, Harry Dean Stanton e Ned Beatty. A direção é de Gore Verbinski, que depois de O Chamado e os três Piratas do Caribe testa a mão com animação.

4/março EUA/BR

INVASÃO DO MUNDO: BATALHA DE LOS ANGELES (Battle: Los Angeles, também conhecido como World Invasion: Battle LA)

A trama acompanha um sargento da Marinha (Aaron Eckhart) e seu novo pelotão tentando impedir que Los Angeles caia, como muitas capitais, diante de uma invasão alienígena. Ne-Yo, Michelle Rodriguez, Michael Peña, Bridget Moynahan, Ramon Rodriguez, Taylor Handley, Cory Hardrict, Jadin Gould, Bryce Cass e Joey King também estão no elenco. Direção de Jonathan Liebesman.

11/março EUA
18/março BR

SUCKER PUNCH: MUNDO SURREAL (Sucker Punch)

A trama acompanha Babydoll (Emily Browning), garota confinada a um hospício por seu padrasto, que deseja lobotomizá-la. Babydoll cria um mundo de fantasia para se proteger, e ali, com a ajuda de suas amigas, precisa reunir cinco itens imaginários para escapar de seu destino real. Várias garotas no elenco: Abbie Cornish, Jena Malone, Vanessa Hudgens e Jamie Chung, além de Scott Glenn, Jon Hamm, Carla Gugino e Oscar Isaac. Direção de Zack Snyder.

25/março EUA/BR

PÂNICO 4 (Scream 4)

Dez anos depois do terceiro filme, o assassino mascarado volta a atacar Sidney e seus amigos. Com Neve Campbell, David Arquette, Courteney Cox Arquette, Emma Roberts, Marielle Jaffe, Rory Culkin, Erik Knudsen, Hayden Paniettiere, Marley Shelton, Adam Brody, Anthony Anderson, Marielle Jaffe e Nico Tortorella. Direção de Wes Craven.

15/abril EUA/BR

THOR

Adaptação para o cinema dos quadrinhos da Marvel Comics, sobre o deus nórdico do trovão sendo exilado na Terra e tendo que enfrentar ameaças de nível divino aqui mesmo. Com Chris Hemsworth, Natalie Portman, Anthony Hopkins, Idris Elba, Jaimie Alexander e Clark Gregg. Direção de Kenneth Branagh.

6/maio EUA
29/abril BR

VELOZES CINCO (Fast Five)

Depois que Brian (Paul Walker) e Mia (Jordana Brewster) tiraram Dom (Vin Diesel) da custódia da polícia, eles têm cruzado diversas fronteiras para evitar as autoridades. Agora, encurralados em um canto do Rio de janeiro, devem executar um último serviço para conquistar a liberdade, mas têm em seu encalço o agente federal Luke Hobbs (The Rock). Tyrese Gibson, Matt Schulze, Ludacris, Sung Kang, Gal Gadot, Tego Calderon, Don Omar, Elsa Pataky e Joaquim de Almeida também estão no elenco. Direção de Justin Lin.

29/abril EUA
6/maio BR

PIRATAS DO CARIBE: NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS (Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides)

No quarto filme dos piratas, os caminhos de Jack Sparrow (Johnny Depp) cruzam com os de uma mulher de seu passado (Penélope Cruz) - e ele não tem certeza se é amor ou se ela é uma cruel golpista que o usa para encontrar a Fonte da Juventude. Quando ela o força a embarcar no navio de Barba Negra (Ian McShane), Jack se encontra numa inesperada aventura em que não sabe o que temer mais: o pirata ou a mulher. No elenco, Keith Richards, Geoffrey Rush, Stephen Graham, Sam Claflin, Astrid Bergès-Frisbey, Kevin McNally, Gemma Ward e Max Irons. Direção de Rob Marshall.

20/maio EUA/BR

SE BEBER, NÃO CASE! 2 (The Hangover 2)

A volta dos três amigos Ed Helms, Zach Galifianakis e Bradley Cooper, tentando entender de novo o que aconteceu em uma noite perdida - desta vez em Bangcoc, na Tailândia. Direção de Todd Phillips.

26/maio EUA
7/maio BR

X-MEN: FIRST CLASS

O novo filme da franquia X se passa nos anos 60, no primeiro encontro entre Charles Xavier e Erik Lensherr - os futuros Professor X e Magneto. Com Michael Fassbender, James McAvoy, January Jones, Kevin Bacon, Lucas Till, Nicholas Hoult, Caleb Landry Jones, Edi Gathegi, Oliver Platt, Rose Byrne, Jason Flemyng, Morgan Lily, Zoe Kravitz, Álex González e Bill Milner. O roteiro é de Jane Goldman, e a direção de Matthew Vaughn - a dupla de Kick-Ass.

3/junho EUA/BR

KUNG FU PANDA 2

Po está vivendo o seu sonho como o Guerreiro Dragão, protegendo o Vale da Paz com seus amigos e colegas mestres do kung fu. Mas a nova vida é ameaçada com a chegada de um novo vilão, alguém que planeja usar uma arma secreta e impossível de ser vencida para conquistar a China e destruir o kung fu. A animação conta com vozes de Jack Black, Angelina Jolie, Seth Rogen, Lucy Liu, David Cross, Dustin Hoffman, Gary Oldman, Michelle Yeoh, Victor Garber e Jean Claude Van Damme. A direção é de Jennifer Yuh Nelson.

27/maio EUA
10/junho BR

LANTERNA VERDE (Green Lantern)

Baseado nos quadrinhos da DC Comics, conta como Hal Jordan se torna um dos Lanternas Verdes, integrantes de uma tropa que jurou manter a ordem no Universo, policiando galáxias - um equilíbrio que corre o risco de ruir com a ameaça do inimigo Parallax, a manifestação física do medo.

17/junho EUA/BR

CARROS 2 (Cars 2)

Na continuação, Relâmpago e Mate viajam pela Ásia e pela Europa para a Corrida dos Campeões, que se passa em cinco países e envolve campeões de modalidades distintas, como a Fórmula 1 e os ralis. Direção de Brad Lewis.

24/junho EUA/BR

TRANSFORMERS 3 (Transformers: Dark of the Moon)

No terceiro filme, que volta a eventos da Guerra Fria, Autobots e Decepticons se envolvem na corrida espacial entre os EUA e a Rússia. Shia LaBeouf, Patrick Dempsey, Rosie Huntington-Whiteley, John Turturro, Ken Jeong, John Malkovich, Josh Duhamel, Kevin Dunn, Julie White e Frances McDormand estão no elenco do longa dirigido por Michael Bay.

01/julho EUA/BR

A ÁRVORE DA VIDA (The Tree of Life)

O novo filme de Terrence Malick vai desde o Big Bang até o futuro - mas a maior parte da trama se passa nos anos 1950, onde Jack (Hunter McCracken), o mais velho entre três irmãos de uma família texana, está aprendendo as coisas da vida. Anos depois ele é um adulto (Sean Penn) deprimido, no mundo moderno. Brad Pitt e Jessica Chastain vivem os pais de Jack.

27/maio EUA
01/julho BR

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - PARTE 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 2)

O último filme da série! Não precisa dizer mais nada. Com Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. Direção de David Yates.

15/julho EUA/BR

CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR (Captain America: The First Avenger)

A adaptação dos quadrinhos da Marvel Comics, do supersoldado criado durante a Segunda Guerra Mundial. Com Chris Evans, Samuel L. Jackson e Hugo Weaving. Direção de Joe Johnson.

22/julho EUA
29/julho BR

RISE OF THE APES

O prelúdio de Planeta dos Macacos tem James Franco com um cientista que trabalha na São Francisco dos dias atuais com engenharia genética para o tratamento de doenças. César (gestos de Andy Serkis) é o nome do primeiro supermacaco, resultado de experiências para combater o Mal de Alzheimer, dotado de inteligência superior e capacidade de fala. Ao ser traído pelos humanos que tentava emular, César começa uma campanha violenta para reinvindicar os direitos símios entre os homens. Brian Cox, Tom Felton, John Lithgow e Freida Pinto no elenco. Na direção, Rupert Wyatt.

24/junho EUA
05/agosto BR

COWBOYS & ALIENS

Daniel Craig faz o pistoleiro que lidera um grupo de caubóis e índios Apache para combater uma invasão alienígena. Adaptação ao cinema do gibi de Fred Van Lente (texto) e Ian Richardson (desenhos), que ainda tem no elenco Harrison Ford, Adam Beach, Olivia Wilde, Sam Rockwell, Abigail Spencer, Noah Ringer, Paul Dano, Clancy Brown e Keith Carradine. Direção de Jon Favreau.

29/julho EUA
12/agosto BR

YOUR HIGHNESS

Um príncipe preguiçoso e arrogante, Thadeous (Danny McBride), precisa completar uma missão em companhia do seu bravo irmão Fabious (James Franco) e da guerreira Isabel (Natalie Portman): livrar do feiticeiro Leezar (Justin Theroux) a donzela Belladonna (Zooey Deschanel), noiva virginal de Fabious. A direção da sátira aos filmes de cavalaria e fantasia é de David Gordon Green.

8/abril EUA
06/agosto BR

CONAN: O BÁRBARO (Conan the Barbarian)

A história de Conan, o cimério, e suas aventuras através do continente de Hibórea em busca de vingança pelo assassinato de seu pai e a destruição de sua vila. Jason Momoa faz o papel eternizado por Arnold Schwarzenegger. Rachel Nichols, Stephen Lang, Rose McGowan, Bob Sapp e Ron Perlman completam o elenco principal. Direção de Marcus Nispel.

19/agosto EUA
Agosto BR

SUPER 8

A trama do novo de J.J. Abrams é mantida sob sigilo, mas sabe-se que se passa em 1979 em uma cidade industrial e acompanha um grupo de garotos da faixa dos 14 anos que filmam com uma câmera Super-8 algo inacreditável, saído de um acidente ferroviário. A homenagem aos longas da produtora Amblin, de Steven Spielberg, tem Kyle Chandler, Elle Fanning, Ron Eldard, Noah Emmerich, Joel Courtney, Riley Griffiths, Ryan Lee, Zach Mills e Gabriel Basso no elenco.

10/junho EUA
9/setembro BR

PAUL

A dupla Graeme Willy (Simon Pegg) e Clive Collings (Nick Frost), dois aficionados por ficção científica, cai na estrada num RV alugado em peregrinação à Área 51, no deserto de Nevada, nos EUA. Eles só não esperavam encontrar na mítica base para experimentos com alienígenas um extraterrestre de verdade, Paul. Jason Bateman, Kristen Wiig, Bill Hader, Blythe Danner, Joe Lo Truglio, John Carroll Lynch, David Koechner e Sigourney Weaver também estão no elenco. Direção de Greg Mottola.

18/março EUA
30/setembro BR

AS AVENTURAS DE TINTIM: O SEGREDO DO LICORNE (The Adventures of Tintin: Secret of the Unicorn)

Primeiro de uma prometida trilogia de filmes baseada nos quadrinhos de Hergé, com Steven Spielberg dirigindo a animação 3-D e Peter Jackson na produção. Jamie Bell, Daniel Craig, Simon Pegg, Nick Frost, Toby Jones e Andy Serkis atuam na captura de movimentos.

23/dezembro EUA
11/novembro BR

A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER - PARTE 1 (The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 1)

O último livro da saga Crepúsculo segue o modelo Harry Potter e divide-se em dois filmes - o segundo para 2012. A grande expectativa do primeiro filme é a lua de mel de Bella e Edward, ocorrida no Rio de Janeiro. Com Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner. Direção de Bill Condon.

18/novembro EUA/BR

HAPPY FEET 2

A animação de sucesso retorna (agora em 3D) e traz Mano, o personagem principal, acompanhado de um filho. Elijah Wood e Hank Azaria fazem as vozes, e George Miller volta à direção.

18/novembro EUA/BR

SHERLOCK HOLMES 2

O Professor Moriarty (Jared Harris) é o grande inimigo da sequência, que traz Robert Downey Jr. e Jude Law de volta à parceria como Sherlock e Watson. Noomi Rapace, Gilles Lellouche e Stephen Fry também estão no elenco. Guy Ritchie dirige.

16/dezembro EUA/BR

Para ver a lista completa click aqui

Feliz Natal

FAT MAN'S SLET


Caros Leitores do TelaoKM,

   Este ano foi repleto de novidades na minha vida e este blog foi umas das coisas que me deu mais satisfação de realizar.

Por isso este novo ano de 2011 será repleto de novidades. Enquetes, mais interação dos leitores, publicações em outras mídias e alguns projetos que ainda não posso falar mas aguardem! Algo muito bacana vem por ai.
Quero agradecer a todos que leram e divulgaram. Agradecer aos elogios no twitter e as perguntas feitas por e-mail. Tentei responder todas, pois acho que é uma forma de contato dos leitores com a mídia temática sobre algum assunto, neste caso o cinema.
Espero também que o blog tenha servido como ferramenta para que pessoas que gostam da arte gravada pudessem interagir e compartilhar ideais. Prometo muito mais neste ano.
Quero mandar meus agradecimentos a muitas pessoas que me deram um Help: Eduardo Coth, Bruno Ondei, Marcio Santos, Edi Hulk e um especial abraço para o pessoal de outros países que leram e mandaram opiniões que ajudaram muito ao longo do ano.
Enfim agradeço a todos que como eu compartilham desse gosto por cinema, e fazem da sétima arte algo muito mais que um entretenimento.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Scott Pilgrim Contra o Mundo

Nota 8,0

Caros nerds, finalmente chegou!!!!
Depois de uma longa novela sobre a estréia de Scott Pilgrim Contra o Mundo, finalmente chegou. O pior na verdade não é esperar a estréia brasileira, o difícil é engolir notícias vindas do mundo todo falando muito bem do filme, rasgando elogios enquanto nós ficamos com água na boca para conferir.
Mas valeu a espera. O filme é muito bom, possui um tema batido com uma roupagem totalmente original.
Na história, o personagem do título recém chutado pela namorada e baixista de uma banda de rock de garagem começa a namorar uma garota menor de idade. Com tudo, Pilgrim acaba se apaixonando pela antipática Ramona Flowers. O rapaz logo descobre que, para conseguir namorar a menina de cabelo roxo, verde e nem lembro mais que cor, terá de enfrentar uma liga formada pelos sete ex-namorados malignos da moça.
Esse finalzinho da sinopse é uma metáfora genial. Esses sete ex-namorados são verdadeiros vilões das fases de vídeo-game e Pilgrim tem que lutar com todos para ficar com a recompensa, sua amada. Isto nos leva a realidade dos problemas que se traz com lembranças do passado como os ex-namorados que atrapalham os relacionamentos presentes entre um garoto e uma garota.
Utilizando uma série de artifícios que mais aproximam o longa de uma grande partida de vídeo game (como não soltar um leve sorriso de reconhecimento ao ver uma barra de nível de urina se esvaziando conforme o personagem utiliza o banheiro, ou ignorar os planos de luta que lembram os jogos de luta 2D de antigamente?). O diretor Edgar Wright cria um ambiente completamente inovador. O clima funciona perfeitamente bem, sendo dosado entre as cenas. As cenas, aliás, principalmente as de luta, são muito bem montadas e merecem um crédito extra pela dificuldade atingida pela edição, que dá suporte aos momentos genialmente cômicos (como a cena em que Pilgrim se prepara como numa montagem rápida do super-man para uma batalha, para ser detido no último momento amarrando os tênis lentamente como um jovem).
O filme é realmente perfeito para quem gosta de vídeo-game, me senti na fantasia de uma partida de Street Fighter e ao mesmo tempo numa dramática cena da vida real.
Como eu disse quem gosta de vídeo-game vai amar o filme, mas esse é justamente o problema do longa. O público é muito restrito, busca somente os jovens que, um dia curtiram a fase 2D dos games. A trama, como eu também já disse, é muito batida. Se trata dos problemas de um jovem nerd com relação à sociedade, o diferencial é realmente a maneira que é mostrada esta trama. Então se você, leitor não diz: “CARACA QUE SINISTRO!!” quando vê uma partida de the king of fighter no youtube, não vai gostar do filme.

Direção: Edgar Wright
Roteiro: Edgar Wright, Michael Bacall, Brian Lee O'Malley
Elenco: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead, Brandon Routh, Jason Schwartzman, Aubrey Plaza, Kieran Culkin, Brie Larson, Mae Whitman, Ellen Wong, Anna Kendrick, Mark Webber, Alison Pill, Satya Bhabha

Trailer

sábado, 6 de novembro de 2010

As Múmias do Faraó

Nota 5,5

Antes de assistir ao filme dei uma "sapecada" nos quadrinhos europeus e fui percebendo que nós, brasileiros, perdemos muito da arte européia idolatrando em absoluto super-heróis norte americanos. Esta conclusão só cheguei com ajuda do Érico Borgo, grande crítico e cinéfilo maluco que tem me ajudado muito. 
No começo do século XX, Adèle é uma escritora de sucesso. Durante a pesquisa para seus livros, ela embarca em expedições a locais exóticos. Dessa vez ela vai ao Egito descobrir os conhecimentos científicos daquela civilização. O filme As Múmias do Faraó (Les aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec) é a adaptação cinematográfica de uma das aventuras de Adèle Blanc-Sec, personagem principal de uma série de quadrinhos produzidos na década de 70.
A história se passa no início do século XX e a protagonista vai a locais exóticos para viver aventuras que envolvem uma dose de misticismo. Se o leitor gosta de ver esse tipo de narrativa, com as franquias Indiana Jones e A Múmia como exemplos recentes, deve dar uma chance de se encantar com as peripécias da escritora francesa. Eu particularmente não gosto. Na verdade até gostava quando era criança, mas aos poucos fui amadurecendo com relação a este tipo de comédia aventureira e a partir dai Indiana Jones (para mim) tornou-se uma grande "Framboesa".
Um ponto forte do filme é a personagem principal. Adèle é uma mulher forte e determinada, o que cativa a platéia feminina. Já a beleza da atriz Louise Bourgoin (O Pequeno Nicolau) deve ser suficiente para agradar-nos homens admiradores da beleza européia.
Mas ai vem os pontos negativos. O filme não consegue atingir a comédia que promete e a aventura, se não fosse pelos efeitos especiais, seria tão monótona quanto chata.
Um assunto que muito me irrita é a merda da tradução nacional. É interessante ver como pensam as produtores brasileiros.
"- Aaaa, me parece que o pessoal de Hollywood não vai produzir uma continuação da franquia" diz o dono da produtora.
"- Então vamos traduzir essa merda para As múmias do Faraó" diz o estagiário.
"- Nossa essa merda de idéia é ótima, vamos mudar" concorda do dono da produtora.

O nome original do filme trás referencias aos quadrinhos que relatam as aventuras da personagem principal - "As Aventuras Extraordinárias de Adèle Blanc-Sec".
Só quero ver se, Luc Besson o diretor, fizer o segundo filme da franquia que nome esses loucos irão dar. Com certeza vou me surpreender.


Direção: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson
Elenco: Louise Bourgoin, Mathieu Amalric, Gilles Lellouche, Jean-Paul Rouve, Jacky Nercessian, Philippe Nahon, Nicolas Giraud, Laure de Clermont-Tonnerre, Gérard Chaillou

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sábado, 23 de outubro de 2010

Atividade Paranormal 2

Nota 5,5

Após sofrer uma tentativa de invasão em sua casa, uma família instala diversas câmeras ao redor da casa. O problema é que eles descobrem que os eventos que ocorrem são muito mais apavorantes do que eles imaginavam.
Não vou falar mais sobre a história do filme para não chegar à ponto de um "spoiler".
O primeiro filme da franquia teve um orçamento de US$ 500 mil que, sinceramente, não sei onde foi gasto. Agora este filme teve um orçamento de US$ 3 milhões, o que me parece um absurdo maior ainda analisando as técnicas de que não utiliza absolutamente nenhum efeito especial para consolidar-se como um filme de "terror". É tudo um jogo sonoro, troca de cenas e gritos repentinos para tentar surtir algum medo aos espectadores.
Seguindo a linha do primeiro filme "Atividade Paranormal 2" erra minuciosamente da mesma forma que "Atividade Paranormal" é muita enrolação para poucas cenas assustadoras, mesmo as pessoas que gostam do gênero de cinema que possui o nível mais denso de "lenga-lenga" dentro do suspense, se aborrece ao presenciar 40 minutos repletos de diálogos cotidianos de uma família e nada mais.
Um ponto positivo, em minha opinião, é a história e o jeito que ela é relatada no roteiro. O diretor trás de volta os personagens Katie e Micah, do primeiro filme, e os inseri na trama de uma forma que explica muita coisa e ajuda a completar o primeiro filme da franquia. Atenção isto não e um "spoiler", pois isto já estava divulgado no segundo teaser do site oficial da Paramount Pictures.
Vale apena assistir pela diversão, mas por favor, não crie expectativas de assistir o melhor filme de terror do ano para não decepcionar-se.

Direção: Tod Williams
Roteiro: Michael R. Perry
Elenco: Katie Featherston

Trailer